Encontros, despedidas e repetição

Quando nos conectamos com uma nova pessoa, inúmeros caminhos se materializam em nossa frente. Nós passamos a imaginar qual é o propósito dessa nova comunicação; aonde isso nos levará? Contudo, na maioria das vezes, erramos nas nossas suposições. E essa nova pessoa acaba sendo apenas mais um nome na nossa lista de despedidas.

O triste dessa realidade é que histórias brilhantes acabam morrendo ainda em seus esboços. Com os primeiros parágrafos ainda sendo escritos, as duas pessoas interrompem  o progresso da história por conta de várias adversidades. O resultado desse cenário é a constante movimentação imóvel, pois rapidamente voltarmos a agir da mesma forma. O loop infinito. Estamos sempre fazendo a mesma coisa, acreditando em resultados diferentes.

O antagonista de um certo jogo pergunta ao protagonista: “Você sabe qual é a definição de insanidade?”. E ele mesmo responde: “Insanidade é fazer a mesma coisa, várias e várias vezes, esperando um resultado diferente.”

Talvez sejamos insanos. Qual o problema em sê-lo? Podemos encontrar o improvável como resultado da repetição. A esperança que guia nossas novas experiências é o que nos torna insanos. E não há nada de mais saudável.

Natural de Salvador, Manlei Santeoni tem 25 anos de idade, é apaixonado por literatura, filosofia e uma boa música. Escreve para a internet há alguns anos e é aficionado por cadernos ─ onde a maioria de seus textos é iniciada. Junto com sua paixão pela música e pela natureza, Santeoni também é contador de histórias, e seu primeiro livro a ser publicado já está em produção. Adicionada a tudo isso está a sua alta estima pela Língua Portuguesa ─ principalmente quando bem falada e bem escrita.

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