A ponta do Iceberg

Se você é uma pessoa que está viva e respirando, eu vou assumir que, no mínimo, já ouviu falar do filme Titanic. E, se já ouviu falar, provavelmente sabe o que é um iceberg. Mas, caso não saiba ou não lembre, eu lhe ajudarei. Preciso que você saiba exatamente o que é um iceberg para então compreender o que argumentarei neste post.

Segundo a Wikipedia, “um iceberg é um bloco ou massa de gelo de grandes proporções que, tendo se desprendido de uma geleira, de um glaciar ou de uma plataforma de gelo continental, vagueia pelo mar, levado pelas águas dos mares árticos ou antárticos”. Ademais, geralmente, apenas 10% do tamanho total de um iceberg pode ser visto na superfície dessas águas.

Em outras palavras, um iceberg é um enorme bloco de gelo que flutua pelas águas dos mares. E desse enorme bloco, apenas uma pequena parte pode ser vista na superfície, deixando a sua maior parte submersa.

Agora que relembramos o que é um iceberg, vamos ao que assunto.

Nosso enorme bloco de gelo

Imagine que cada um de nós seja um iceberg. E, dentro de nossos blocos, está tudo que vivemos e aprendemos até aqui. Todas as nossas memórias, erros, acertos, conquistas, derrotas, frustrações, amores; tudo está dentro desse iceberg. Também dentro dele estão todos os ensinamentos que você recebeu durante a vida, todos os livros lidos, músicas escutadas e filmes assistidos. Enfim, tudo que está em sua cabeça, está nele.

Agora, antes de continuar, vamos voltar rapidamente para a realidade. Imaginemos todas as pessoas que poderíamos conhecer e possivelmente desenvolver uma amizade. Pessoas que cruzam nosso caminho diariamente, que trabalham no mesmo prédio que nós, que partilham da mesma sala de aula; e, no entanto, nossa comunicação com elas não passa de um simples cumprimento. Mas o que isso tem a ver com o assunto que estou tratando aqui?

Bom, tudo está ligado, de várias maneiras. Tanto essas pessoas como nós, por vezes, deixamos o nosso iceberg totalmente escondido, por baixo das águas de nosso comportamento. Com isso, a imagem que criamos dessas pessoas ─ e elas de nós ─, é completamente hipotética.

Em suma, ao deixarmos o nosso enorme bloco de gelo totalmente submerso, automaticamente fazemos com que ele não seja visto por ninguém. Dessa maneira, portanto, anulamos os possíveis encontros por equidade de interesses.

Vista a camisa

O propósito deste post é fazer com que você entenda a importância de manter a ponta de seu iceberg sempre à vista. E, para isso, utilizarei um exemplo bastante comum no nosso dia a dia, que é o uso de camisetas segmentadas. Como as estampadas com imagens de bandas; nomes, fotos ou mensagens de políticos; rostos de figuras públicas; camisas de times, dentre outras.

Ao usar qualquer uma dessas, você automaticamente faz com que a ponta de seu iceberg  suba à superfície, ficando visível aos olhos alheios. E, com isso, outras pessoas com interesses semelhantes poderão se aproximar de você, ou você delas. A relevância desse comportamento pode ser diversa, e as aplicações, inúmeras.

Para amantes de literatura, por exemplo, ao encontrarem-se em uma roda de discussões, uma simples menção de determinado autor ou livro pode resultar em um debate totalmente produtivo. Podendo, assim, atrair novos assuntos semelhantes para a discussão. Nesse caso, a ponta do bloco de gelo foi o comentário sobre o autor ou livro.

O objetivo desse comportamento é melhorar a possibilidade de encontrarmos novas pessoas, com interesses mútuos. E, assim, compartilhar conhecimento, dicas, indicações de livros e músicas, bem como todo tipo de informação relevante. Pois, essa ponta, é apenas uma pequena parte de tudo que pode conter dentro desse bloco ─ e ele pode guardar coisas incríveis.

Sendo assim, por que não deixar a ponta desse iceberg sempre visível?

Natural de Salvador, Manlei Santeoni tem 25 anos de idade, é apaixonado por literatura, filosofia e uma boa música. Escreve para a internet há alguns anos e é aficionado por cadernos ─ onde a maioria de seus textos é iniciada. Junto com sua paixão pela música e pela natureza, Santeoni também é contador de histórias, e seu primeiro livro a ser publicado já está em produção. Adicionada a tudo isso está a sua alta estima pela Língua Portuguesa ─ principalmente quando bem falada e bem escrita.

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